Marrocos se destaca contra Noruega, mas lesões preocupam antes do Brasil

Neste domingo, 7 de outubro, Marrocos e Noruega se enfrentaram em um amistoso no Sports Illustrated Stadium, em Harrisburg, Nova Jersey. Esse foi o último teste da seleção marroquina antes de sua estreia na Copa do Mundo, que será contra o Brasil. O jogo terminou em 1 a 1, com os africanos à frente até o fim, mas os noruegueses conseguiram empatar nos minutos finais.

Uma das principais preocupações para Marrocos foi a saída do lateral titular Nouassir Mazraoui, que deixou o campo ainda no primeiro tempo devido a uma lesão. Abdessamad Ezzalzouli, atacante que também é peça-chave, terminou a primeira etapa sentindo dores no joelho após um choque na área. Essa situação deixou a equipe em alerta, já que ambos são jogadores importantes.

Mazraoui, que normalmente joga como lateral-direito, estava atuando pela esquerda por conta da presença de Achraf Hakimi, o capitão da equipe. A substituição dele foi uma medida de precaução. Já Ezzalzouli precisou ser trocado por Soufiane Rahimi no intervalo, depois de um impacto com o jogador norueguês Alexander Sorloth. Ele se levantou após alguns momentos, mas voltou a cair, o que gerou preocupação.

Ezzalzouli é uma peça fundamental para o ataque marroquino. Ele se destacou na última temporada pelo Real Betis, contribuindo com 18 participações em gols em 29 jogos na LaLiga. Sua habilidade em driblar e fazer passes decisivos é crucial para a equipe, e foi ele quem deu a assistência para o gol que abriu o placar. Em um contra-ataque, Ezzalzouli recebeu um passe profundo, conduziu a bola e encontrou Brahim Díaz, que não perdeu a chance de marcar.

O empate entre Marrocos e Noruega levanta algumas questões sobre como a seleção brasileira deve se preparar para o confronto. Embora as lesões possam beneficiar o Brasil, o estilo de jogo marroquino pode ser um desafio. A equipe africana se destaca em transições rápidas e pode utilizar uma estratégia semelhante à da seleção brasileira, que também tem mostrado um bom desempenho em ataques rápidos.

Marrocos joga no esquema 4-2-3-1, com pontas habilidosos que se movimentam bem tanto em jogadas curtas quanto em ataques rápidos. O primeiro tempo da seleção foi bastante positivo, com boas oportunidades criadas. No entanto, na segunda etapa, a Noruega dominou a posse de bola, chegando a ter mais de 70% de controle do jogo até empatar com Odegaard.

Esse tipo de dinâmica pode oferecer oportunidades para Marrocos contra o Brasil, que tem se saído bem em partidas com pressão alta, mas também demonstrou algumas fragilidades defensivas. Assim, tanto Marrocos quanto Brasil terão que estar atentos às suas estratégias e ao desempenho em campo.

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João Ribeiro