Matheus Cunha, camisa 9 do Brasil, desperdiçado por clube brasileiro

Matheus Cunha, o atacante que deve brilhar como camisa 9 da seleção brasileira na estreia da Copa do Mundo de 2026 contra Marrocos, tem uma trajetória bem interessante. O jogo acontece neste sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium, e Cunha é um dos destaques do Manchester United. Vamos entender como esse jovem da Paraíba chegou a esse patamar.

Natural de João Pessoa, Matheus deixou sua cidade natal ainda adolescente. Com apenas 14 anos, ele se mudou para Curitiba para realizar o sonho de se tornar jogador profissional. Essa mudança foi um grande passo em sua vida. Ele trocou o calor do Nordeste pela vida em uma metrópole, longe da família e de sua rotina familiar, tudo em busca de uma oportunidade no futebol.

Ao longo de sua trajetória nas categorias de base do Coritiba, Cunha se destacou pela profissionalismo e disciplina. Seus companheiros já acreditavam que ele teria sucesso no futebol antes mesmo de estrear. Curiosamente, essa estreia nunca aconteceu no Couto Pereira, pois sua passagem pelo Coritiba foi curta.

Em 2017, o clube negociou a promessa com o Sion, da Suíça, por R$ 700 mil. Para Matheus, essa foi uma oportunidade valiosa, já que ele recebia um salário mínimo nas categorias de base. O Coritiba havia investido cerca de R$ 150 mil na sua formação, e a mudança para a Europa parecia um passo importante para sua carreira.

Por outro lado, a torcida do Coritiba ficou frustrada com a venda. O dinheiro da transferência foi usado para adquirir o meio-campista Matheus Galdezani, que, apesar de um início promissor, não rendeu o esperado e acabou saindo do clube. Enquanto isso, Cunha continuou a se destacar na Europa, passando por clubes como RB Leipzig, Hertha Berlin, Atlético de Madrid e Wolverhampton, até chegar ao Manchester United por uma quantia de 62,5 milhões de libras, cerca de R$ 480 milhões.

É interessante notar que, embora Matheus não tenha estreado profissionalmente pelo Coritiba, ele trouxe retornos financeiros ao clube nas transferências subsequentes. Após sua venda ao Sion, o Coritiba negociou 15% dos direitos econômicos de Cunha por 1,2 milhão de euros. Quando ele se transferiu para o RB Leipzig, o clube paranaense recebeu uma parte do valor por meio do mecanismo de solidariedade da Fifa, totalizando cerca de R$ 1,4 milhão.

As transferências seguintes também renderam ao Coritiba. Quando Matheus saiu do Hertha Berlin para o Atlético de Madrid, o clube recebeu cerca de R$ 2,5 milhões. E não parou por aí: na transação para o Wolverhampton, eles ganharam mais R$ 3 milhões. Por fim, a venda para o Manchester United garantiu aproximadamente R$ 7 milhões ao Coritiba.

No total, desde a venda em 2017, Matheus Cunha já rendeu cerca de R$ 18 milhões aos cofres do Coritiba. É uma trajetória que mostra como um sonho pode se transformar em uma realidade incrível, tanto para o jogador quanto para o clube que apostou nele.

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João Ribeiro