A Argentina está mostrando que não pretende deixar a Copa do Mundo de 2026 tão cedo. Na quarta-feira (15), a seleção, atual campeã, conseguiu uma virada emocionante contra a Inglaterra, vencendo por 2 a 1 em Atlanta, nos Estados Unidos. O gol da vitória só saiu nos acréscimos, mais uma vez com a participação decisiva de Lionel Messi. É impressionante como, em jogos anteriores, como contra Cabo Verde, Egito e Suíça, a Argentina também buscou resultados nos minutos finais.
No segundo tempo, a Albiceleste começou mostrando uma postura mais ofensiva, mas quem abriu o placar foram os ingleses. Logo aos nove minutos, Harry Kane recuou para a defesa e fez um lançamento. A defesa argentina cortou mal a jogada, permitindo que Morgan Rogers cruzasse para Anthony Gordon, que não perdeu a chance de marcar.
Mas a Argentina, que já estava bem em campo, não se deixou abater. Com Messi como maestro, o time conseguiu empatar e virar o jogo. Em um escanteio curto, o camisa 10 passou para Enzo Fernández, que disparou uma bomba de fora da área. E, já nos acréscimos, Messi levantou a bola com a perna direita — que não é a sua favorita — e Lautaro Martínez completou para as redes. Foi um momento mágico para Messi, que em seu último Mundial, se recusa a deixar seu país fora da briga, levando a Argentina a sua segunda final consecutiva.
O time inglês, após marcar o gol, adotou uma postura defensiva que não é comum em competições de alto nível. Eles decidiram se segurar no resultado, mesmo com mais de 35 minutos ainda pela frente. O treinador, Tuchel, fez substituições que reforçaram a defesa, mas isso acabou custando caro. A Argentina, que já havia mostrado garra em jogos anteriores, se aproveitou da situação, pressionando e fazendo o goleiro Jordan Pickford trabalhar duro, além de acertar a trave em várias oportunidades.
Esse jogo promete ser lembrado como um dos grandes clássicos da Copa do Mundo. Agora, no próximo domingo (19), a Argentina vai em busca de um bicampeonato inédito, algo que apenas Itália e Brasil conseguiram até hoje. O desafio será contra a Espanha, que acaba de eliminar a favorita França.
O primeiro tempo da partida foi marcado por um clima tenso e intenso. Foram 19 faltas, com jogadas fortes e algumas confusões. O espaço para jogadas ofensivas foi escasso, e o primeiro chute a gol só aconteceu aos 30 minutos, um dado impressionante — desde 1966, não se via um início de jogo tão morno. A seleção da Inglaterra tentou incomodar com faltas e cruzamentos, mas a Argentina também teve suas oportunidades, principalmente com um chute de Enzo que passou perto do travessão.
Após o intervalo, a Argentina voltou com outra atitude. Nos primeiros minutos, Julián Álvarez já assustou a defesa inglesa. Mas o gol inglês, que veio logo no começo do segundo tempo, mudou a dinâmica da partida. A Albiceleste, no entanto, não se deixou desanimar e começou a pressionar. Pickford teve que brilhar com uma defesa espetacular em uma cabeçada de Nico González e, em uma nova oportunidade, Alexis Mac Allister acertou a trave. O empate chegou rapidamente, e a pressão argentina foi recompensada, encerrando o jogo com uma virada histórica. A Espanha, que se prepare, porque a Argentina não está disposta a desistir tão fácil.