A mudança no comando do Manchester City, com Pep Guardiola dando lugar a Enzo Maresca, não foi a única novidade para a nova temporada. O clube passou por um processo de renovação que resultou na saída de alguns jogadores, como Tijjani Reijnders, que agora defende o Al-Qadsiah.
Reijnders chegou ao City em junho de 2025, vindo do Milan, por um investimento de 46,5 milhões de libras, o que na época equivalia a cerca de R$ 350 milhões. No entanto, o desempenho do meia neerlandês não foi como esperado, e ele acabou sendo transferido para o futebol saudita por 52 milhões de libras, aproximadamente R$ 365,1 milhões.
Em uma conversa com o jornal “Algemeen Dagblad”, Martin Reijnders, pai do jogador, revelou que o Al-Qadsiah não era a única opção que Tijjani tinha. Clubes renomados como Atlético de Madrid, Juventus, Galatasaray, Newcastle e Nottingham Forest também demonstraram interesse. Porém, os valores exigidos pelo Manchester City se mostraram altos demais para os clubes europeus.
Martin explicou a situação: “Entendemos que a ida para o Al-Qadsiah levante questionamentos. Mas o Tijjani não poderia simplesmente ir para qualquer lugar. O Manchester City pediu um valor de transferência que ninguém na Europa estava disposto a pagar.” Assim, a transferência para a Arábia Saudita se concretizou.
Um detalhe que muitos não perceberam é que, nos últimos anos, Ronald Koeman, treinador da seleção da Holanda, decidiu não convocar jogadores da Saudi Pro League, considerando que o campeonato não tinha o mesmo nível. Com a chegada de Xavi Hernández como novo técnico até 2030, Reijnders, que tem 28 anos e já participou da Copa do Mundo na América do Norte, espera ter uma nova chance na seleção.
A verdade é que a transferência de Reijnders para o Al-Qadsiah não estava nos planos dele. No Manchester City, ele não conseguiu repetir o bom futebol que apresentou no Milan, onde foi eleito o melhor meio-campista da Serie A em 2024/25. Durante a última temporada, ele foi relegado ao banco de reservas e acabou na lista de jogadores negociáveis.
Inicialmente, Tijjani não estava interessado em se juntar ao Al-Qadsiah. Segundo seu pai, ele até recusou as primeiras propostas, sonhando em se juntar ao Atlético de Madrid. No entanto, quando o clube espanhol contratou Morten Hjulmand do Sporting, as esperanças de Reijnders diminuíram, e o Al-Qadsiah voltou a fazer uma proposta. Martin contou que a equipe saudita fez uma apresentação por vídeo chamada, e depois disso, eles decidiram visitar o clube.
Outro ponto que pesou na decisão de Tijjani foram os benefícios financeiros oferecidos pela Arábia Saudita. Ele assinou um contrato de cinco anos com um salário anual de 20 milhões de euros, totalizando 100 milhões de euros, algo em torno de R$ 601,3 milhões. Para Martin, esse valor é realmente impressionante: “É uma quantia gigantesca de dinheiro, verdadeiramente inacreditável. Não precisamos ser hipócritas quanto a isso.”