Na última segunda-feira, o Operário enfrentou o Atlético-GO e acabou derrotado por 3 a 1 em Goiânia. Essa derrota interrompeu uma sequência de seis jogos sem perder na Série B. Com isso, o Fantasma perdeu a oportunidade de se aproximar do líder Criciúma, que empatou sem gols com o Náutico. E para complicar um pouco mais, o time ainda corre o risco de perder a vice-liderança para o Juventude, que joga contra o Avaí nesta terça-feira.
Após o jogo, o técnico Luizinho Lopes comentou que, em uma competição como a Série B, é natural que nenhum time consiga se manter invicto até o fim do campeonato. Ele lembrou que outros clubes também sofreram derrotas recentemente. “Juventude, Vila Nova e até o Criciúma perderam fora de casa. Isso faz com que a tabela fique mais equilibrada. É preciso ter calma, porque ninguém vai ganhar todos os jogos. Tivemos uma invencibilidade de seis partidas e apenas uma derrota nos últimos dez jogos. O que quero dizer com ‘gordura’ é que, em dias difíceis, não podemos cair tanto na tabela”, explicou Lopes.
O treinador também ressaltou a importância de não ficar lamentando a derrota por muito tempo. É preciso se recuperar rapidamente para o próximo desafio. “No próximo jogo, precisamos voltar a vencer. Não podemos ficar parados, porque os times que estão com 30, 31 pontos vão avançar e nos deixar para trás. É um momento para refletir e se preparar. Às vezes, uma derrota serve como um alerta”, disse.
O Operário encerrou uma maratona intensa de cinco jogos em apenas três semanas. Nesse período, o time conquistou três vitórias e um empate, se consolidando na briga pelo acesso à elite do futebol brasileiro. Para Lopes, a derrota no último jogo refletiu a falta de tempo para treinar devido ao calendário apertado. “Não conseguimos nos preparar adequadamente para este jogo. Fizemos uma boa partida contra o Sport e, nesta, as coisas não funcionaram como esperávamos. A logística das viagens atrapalhou,” lamentou.
Agora, o Operário terá um pouco mais de tempo para se recuperar, com apenas dois jogos nas próximas três semanas, contra São Bernardo, no dia 7, e Avaí, no dia 16. Essa pausa se deve à disputa das oitavas de final da Copa do Brasil, na qual o Juventude é o único representante da Série B.
“Teremos 10 dias para o próximo jogo e mais oito para o outro. Em 20 dias, jogamos apenas duas vezes, enquanto antes estávamos jogando quatro em pouquíssimos dias. Precisamos nos adaptar a essa nova rotina. Fico um pouco frustrado, pois nos treinos tentamos abordar todos os momentos do jogo, mas a falta de tempo para treinar fez diferença. Quem jogou contra a Ponte Preta teve pouco tempo de atividade. Isso acaba afetando a energia e o ritmo dos jogadores,” finalizou o treinador.