Cesc Fàbregas está fazendo história no Como, garantindo que o time se classificasse para uma competição europeia pela primeira vez. O clube terminou a temporada 2025/26 na 4ª posição da Serie A, superando gigantes como Milan e Juventus, o que significa que os Lariani estão prontos para brilhar na próxima edição da Champions League.
Para entender o feito, é bom lembrar que o Como voltou à elite do futebol italiano há apenas dois anos, após mais de duas décadas em divisões menores. Naquela época, o foco era conquistar uma vaga em torneios da UEFA em até cinco anos. Mas, com o trabalho de Fàbregas, esse sonho foi alcançado bem antes do esperado.
Um dos segredos para esse sucesso está na forma como Fàbregas se relaciona com seus jogadores. Em uma conversa descontraída com “The Athletic”, ele compartilhou que, ao contratar novos atletas, a prioridade é conhecer a pessoa por trás do jogador. “No meu primeiro encontro, não falo de futebol. Quero saber sobre a vida pessoal dele”, explicou o técnico de 39 anos. Essa abordagem visa entender a mentalidade do jogador e apresentar a cultura do clube.
Cesc acredita que essa conexão pessoal é fundamental para extrair o máximo do potencial de cada um. Ele se mostra confiante em seu grupo, o que tem feito a diferença na evolução de jovens talentos. Um ótimo exemplo disso é Nico Paz, um meia-atacante de apenas 21 anos. Ele veio das categorias de base do Real Madrid e, após um começo complicado, se destacou no Como. Na última temporada, ele se tornou uma peça essencial do time, marcando 13 gols e dando sete assistências, além de ser eleito o melhor meio-campista da Serie A.
Mas Nico não está sozinho nessa jornada. O jovem ponta Jesús Rodríguez, de 20 anos, também se destacou, terminando a temporada como o segundo jogador com mais assistências na liga. Outros atletas, como o zagueiro Jacobo Ramón e o volante Máximo Perrone, mostraram atuações incríveis durante o campeonato. O meia Lucas Da Cunha, por sua vez, foi reconhecido ao integrar a Seleção do Ano da Serie A.
Fàbregas adora o processo de desenvolver jogadores. Ele considera uma das partes mais gratificantes do seu trabalho passar tempo com os mais jovens e ajudá-los a melhorar. Para ele, essa relação é quase paternal. “Trato-os como se fossem meus filhos”, disse, enfatizando a importância desse vínculo no futebol. A troca de ideias, as conversas sobre ídolos e as análises de situações de jogo são essenciais para o aprendizado. Após essas conversas, ele leva os atletas para o campo, onde podem aplicar o que aprenderam no coletivo.
Essa abordagem está transformando o Como em um time forte e competitivo, e todos estão animados para ver o que o futuro reserva na Champions League.