Noruega é mais arriscada que Japão, apesar da fraqueza contra o Brasil

Neste domingo (5), Brasil e Noruega se encontram no MetLife Stadium, às 17h (horário de Brasília), em um emocionante duelo pelas oitavas de final da Copa do Mundo. É a primeira vez que as duas seleções se enfrentam desde a fase de grupos de 1998, quando a Noruega saiu vitoriosa. Agora, a equipe nórdica chega com um ataque afiado e a expectativa de repetir aquele feito.

Desde que garantiu a vaga nas oitavas, Carlo Ancelotti, o técnico brasileiro, tem analisado cada detalhe da Noruega. E, pelo que já vimos na competição, a seleção norueguesa pode ser até mais perigosa que a japonesa, principalmente por conta do seu estilo de jogo centrado em Erling Haaland. Esse atacante, que brilha no Manchester City, é uma das grandes armas da Noruega e tem se destacado com uma impressionante capacidade de finalização.

O Potencial Ofensivo da Noruega

A Noruega não aparece em Copas do Mundo desde 1998 e, nesta edição, já contabiliza dez gols, o que a coloca como o quinto melhor ataque do torneio. Apenas França, Argentina, Países Baixos e Alemanha estão à frente. A equipe tem mostrado que consegue transformar poucas oportunidades em gols, sempre buscando Haaland na área. Para se ter uma ideia, de 43 finalizações feitas até agora, 23% resultaram em gols.

Um detalhe que costuma passar despercebido é que, das 43 finalizações da Noruega, 35 foram feitas diretamente em direção ao gol. Em comparação, o Japão teve apenas 18 chances claras. Isso significa que a defesa brasileira, composta por Gabriel Magalhães e Marquinhos, será bastante testada neste confronto, diferente dos jogos anteriores, onde o meio-campo foi o foco principal da vitória.

Estrelas Além de Haaland

Haaland pode ser o nome mais conhecido, mas a Noruega tem outras estrelas que podem fazer a diferença. Martin Ødegaard, por exemplo, tem se destacado, liderando o ataque e contribuindo com assistências valiosas. Nas Eliminatórias, ele criou 25 grandes chances, ficando atrás apenas de um jogador de País de Gales. Além dele, Antonio Nusa e Alexander Sørloth também são peças importantes, podendo atuar juntos ou nas laterais, o que tem sido eficaz para a seleção.

A altura média do elenco norueguês, que é de 1,87m, também é um fator que pode dar a eles uma vantagem. O próprio técnico Ståle Solbakken reconhece que uma vitória sobre o Brasil seria uma grande surpresa, mas ressalta que Haaland precisa de apoio e que a equipe tem uma mentalidade ofensiva.

Desafios na Defesa Norueguesa

Enquanto o ataque da Noruega é uma preocupação, a defesa pode ser um ponto fraco a ser explorado pelo Brasil. Diferente do Japão, que se mostrou compacto e difícil de furar, a Noruega tem suas falhas. Eles costumam ter menos posse de bola e trocam menos passes, o que pode abrir oportunidades para o Brasil. O lateral Julian Ryerson, que se machucou, é uma dúvida para a partida. Se não jogar, Marcus Pedersen deve assumir a posição, o que pode ser uma boa notícia para Vinícius Júnior, que se destacou em suas jogadas pela esquerda.

Solbakken já admitiu que muitos treinadores têm preocupado-se com o desempenho de Vinícius nos últimos anos, e ele parece estar em ótima forma. Com quatro gols em quatro jogos, o atacante brasileiro pode atuar em diferentes formações, seja centralizado ou aberto nas pontas, o que traz versatilidade ao ataque.

A expectativa para esse duelo é alta, e tanto Brasil quanto Noruega têm suas armas. Resta saber quem sairá vencedor nesse confronto cheio de história e emoção.

Sobre o Autor

Rafael Souza