o destino dos 13 reforços da primeira janela de transferência

A saída de Todd Boehly do Chelsea marca o fim de um capítulo que começou com a compra do clube em 2022. Ele vendeu sua participação de 12,8% para a Clearlake Capital e deixa Stamford Bridge após ter exercido, inicialmente, a função de diretor esportivo interino. Durante os primeiros meses de sua gestão, Boehly foi responsável por trazer 13 jogadores, o que simbolizou uma clara ruptura com a era de Roman Abramovich.

É interessante notar que, quatro anos depois, apenas três desses reforços ainda estão no clube: Wesley Fofana, Gabriel Slonina e Shim Mheuka. Isso levanta uma questão: o que aconteceu com os demais?

A trajetória dos reforços de Boehly

Wesley Fofana foi uma das contratações mais caras, com um investimento de cerca de £70 milhões. Porém, as lesões limitaram seu desempenho e ele já disputou 76 partidas sem conseguir justificar completamente o alto investimento. Na prática, o que costuma acontecer é que a pressão para se adaptar e se destacar pode ser enorme, especialmente em um clube da magnitude do Chelsea.

Gabriel Slonina, por sua vez, custou aproximadamente £8,1 milhões, mas nunca teve a chance de jogar uma partida oficial pelo time principal. Após algumas tentativas frustradas de encontrar um novo clube, ele pode sair por um valor bem abaixo do que foi pago ou até mesmo de graça.

Shim Mheuka é um caso diferente. Ele, que foi contratado jovem do Brighton, se destacou nas divisões de base e agora está emprestado ao Celtic, o que pode trazer um retorno tanto esportivo quanto financeiro no futuro.

Os destaques e decepções

Marc Cucurella, que hoje defende o Real Madrid, se destacou como o maior sucesso dessa leva de contratações. Comprado por cerca de £60 milhões, ele teve uma temporada inicial irregular, mas logo se firmou como um dos principais laterais-esquerdos do Chelsea. Com 163 partidas e dois títulos no currículo, sua venda ao Real Madrid trouxe um retorno financeiro ao clube.

Raheem Sterling teve um desempenho razoável em campo, com 19 gols e 15 assistências em 81 jogos. No entanto, acabou sendo dispensado em 2024 por não se encaixar nos planos do técnico Enzo Maresca, saindo sem custos.

Kalidou Koulibaly, que custou £33 milhões, fez apenas 32 jogos em sua única temporada e seguiu para o Al-Hilal. Outro exemplo é Carney Chukwuemeka, que chegou por £20 milhões e também se despediu após 32 partidas.

Pierre-Emerick Aubameyang, contratado por £10,3 milhões, teve uma passagem conturbada. Ele se juntou ao Chelsea para trabalhar com Thomas Tuchel, que foi demitido logo após a estreia do atacante. No fim, Aubameyang fez apenas 21 jogos pelo clube.

Outros jogadores, como Cesare Casadei e Omari Hutchinson, tiveram trajetórias variadas, com o último se destacando ao ser vendido por cerca de £20 milhões após ter chegado de graça do Arsenal. Enquanto isso, Eddie Beach e Zak Sturge saíram sem ter a chance de jogar pelo time principal.

No total, o Chelsea gastou aproximadamente £275 milhões naquela janela de 2022, recuperando cerca de £125 milhões com as vendas desses jogadores. Embora a diferença de £150 milhões não represente uma perda contábil direta, ela reflete um impacto esportivo pouco satisfatório, com poucas histórias realmente bem-sucedidas, sendo Cucurella a principal delas.

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Rafael Souza