O limite do Coritiba e a decisão impactante de Hellmann

O Atletiba foi um verdadeiro espetáculo, não é mesmo? O empate em 3 a 3 gerou comemorações entre os torcedores do Coritiba, que parecem ter abraçado esse resultado como se fosse uma grande vitória. Isso nos faz lembrar de tempos passados, quando um empate era quase um tabu, um resultado que não se aceitava. Nos tempos de Jairo, Hermes e companhia, perder ou empatar com o rival era motivo de muita frustração. Mas os tempos mudaram, e talvez os coxas tenham encontrado uma nova perspectiva: quem sabe um empate é mesmo o que se pode esperar nesse confronto.

E que jogo peculiar foi esse, hein? Com chuva, lama e até raios, parecia que a natureza estava entrando na disputa. O que vai ficar na memória, no entanto, é a atuação do zagueiro Moledo, que, com 39 anos, surpreendeu a todos ao marcar dois gols nos minutos finais. Fica a dúvida de onde ele será lembrado em meio a grandes nomes da história do clube, como o eterno Fedato e o capitão do título brasileiro de 1985, Gomes. A história do futebol muitas vezes é moldada pelo acaso, e, como bem disse Machado de Assis, “o acaso é um deus e um diabo ao mesmo tempo”.

Nesse Atletiba, o acaso entrou em campo de forma marcante, especialmente quando Viveros, o artilheiro do Athletico, foi substituído aos 20 minutos do segundo tempo. O time já estava ganhando de 3 a 1, mas ainda havia muito jogo pela frente. Na prática, Viveros era um pesadelo para a defesa do Coritiba, atuando como um verdadeiro paredão que impedia o avanço do rival. Com sua saída, o Coritiba começou a se soltar e a pressionar o Athletico, criando oportunidades que culminaram nos gols de Moledo. A mudança de estratégia pode ter sido precipitada, e isso abriu espaço para o imponderável decidir a partida.

E quem não se lembra do jornalista Augusto Mafuz? Ele é um verdadeiro ícone quando se fala da torcida atleticana. Com suas crônicas, ele consegue captar a essência do que significa ser torcedor do Furacão. Quando a situação aperta, a galera já sabe: é hora de ler o Mafuz para entender o que se passa no coração da torcida. Nascido em Guarapuava e com uma história que começou aos 17 anos em Curitiba, Mafuz se tornou uma voz respeitada e querida entre os fãs do futebol. Sua forma direta e envolvente de escrever faz com que seus textos sejam sempre aguardados com ansiedade.

Assim, nesse clima de rivalidade e emoção, o Atletiba se tornou mais um capítulo na rica história do futebol paranaense, nos lembrando que, no final das contas, o que importa é a paixão que move torcedores e jogadores.

Sobre o Autor

Rafael Souza