A seleção brasileira está prestes a dar início à sua trajetória na Copa do Mundo de 2026, e a expectativa é alta. Neste sábado (13), o time enfrenta o Marrocos, e a verdade é que muitas perguntas ainda pairam no ar. O técnico Carlo Ancelotti, que assumiu há apenas um ano, tem lidado com lesões de vários titulares e, por isso, ainda não conseguiu repetir uma escalação. Ele tem testado bastante as formações, mas agora é hora de entrar em campo e fazer valer essa preparação.
Entre as questões que precisam ser esclarecidas na estreia estão algumas bem interessantes sobre a formação do time. Vamos dar uma olhada nos principais pontos que a seleção precisa resolver no jogo contra os marroquinos.
Quem vai jogar na ponta direita?
Um dos dilemas que Ancelotti enfrenta é quem ocupará a ponta direita. No último amistoso contra o Egito, Wesley estava nessa posição para dar mais liberdade a Lucas Paquetá, que atuou como um meio-campista mais livre. Essa estratégia funcionou, mas a dinâmica mudou quando Wesley se machucou e Danilo entrou em seu lugar. Com isso, a ponta direita ficou um pouco desorganizada.
A expectativa é que Ancelotti mantenha Danilo e Paquetá no lado direito. Mas como será essa interação? Danilo vai ter que subir mais ao ataque? Paquetá vai ficar mais pela ponta ou, quem sabe, Raphinha pode assumir essa posição, deixando Paquetá mais centralizado? Essas trocas de posição podem ser cruciais para o desempenho do Brasil.
Como está a disputa nas laterais?
Na lateral esquerda, Alex Sandro deve ser o titular, mas a competição não está decidida. Ele e Douglas Santos têm características semelhantes, o que mantém a disputa acirrada. Já na direita, a presença de Danilo como titular surpreende um pouco, já que Roger Ibañez foi convocado como uma opção defensiva, especialmente após ter se destacado em uma partida anterior.
Danilo, que não é titular no Flamengo, acabou sendo escolhido por Ancelotti, talvez pela sua experiência e liderança. Ibañez teve um bom desempenho no último amistoso, então fica a dúvida: como será essa configuração defensiva?
Quem será o atacante central?
Outra mudança em relação ao jogo anterior diz respeito ao atacante central. Igor Thiago e Endrick foram testados, mas a tendência é que Matheus Cunha, do Manchester United, volte ao time titular. Ele já jogou em várias posições sob o comando de Ancelotti e, provavelmente, atuará como um meio-campista em um 4-3-3, trocando de posições com Raphinha, enquanto Vinícius Júnior deve ficar na ponta esquerda.
Há também a possibilidade de que Thiago ou Endrick ganhem espaço ao longo da competição, especialmente considerando a capacidade de marcar gols que Endrick já mostrou.
A pressão na saída de bola adversária foi ajustada?
Um ponto forte do Brasil tem sido a pressão na saída de bola adversária, mas isso também trouxe algumas fragilidades. Bruno Guimarães, por exemplo, se destacou nesse aspecto e até marcou um gol na última partida. No entanto, essa pressão alta já deixou a defesa exposta em algumas situações, como no amistoso contra o Egito, onde os atacantes adversários conseguiram furar essa marcação, criando momentos de perigo.
Ancelotti está ciente disso e tem trabalhado para minimizar os espaços nessa pressão. Ele teve alguns dias de treino antes do jogo contra o Marrocos, e vamos aguardar para ver como isso se traduz em campo. O time ainda terá mais jogos pela frente, contra Haiti e Escócia, para fazer os ajustes necessários antes do mata-mata.