Pochettino admite: situação era pior do que se imaginava

As boas atuações da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo têm sido motivo de celebração para os torcedores. Com vitórias expressivas, como 4 a 1 contra o Paraguai e 2 a 0 diante da Austrália, o time, sob o comando de Mauricio Pochettino, mostrou que o entrosamento não veio de um dia para o outro. O treinador argentino reconhece que todo esse bom desempenho é fruto de muito trabalho e dedicação.

Pochettino comentou sobre os desafios que encontrou ao assumir a seleção. Ele destacou que, no início, houve uma certa falta de comprometimento por parte dos jogadores em representar o país. “Fomos ingênuos ao assinar o contrato, achávamos que todos estariam dispostos a ajudar”, disse. Para ele, a realidade foi bem diferente e mais complicada do que imaginavam. Essa “choque de realidade” trouxe à tona a necessidade de ajustes e mais comprometimento.

Desde que assumiu, o técnico passou por altos e baixos. Algumas vitórias foram celebradas, mas também houve momentos difíceis, como os vexames na Copa Ouro, disputada por seleções da Concacaf. Contudo, a virada aconteceu quando ele encontrou um equilíbrio no time, optando por uma formação com três zagueiros e evitando muitas mudanças no elenco conforme o Mundial se aproximava. Essa decisão, somada a boas opções no banco de reservas, ajudou a criar um cenário mais favorável.

Atualmente, os EUA lideram o Grupo D com seis pontos, o que mudou a perspectiva dos torcedores e críticos sobre a seleção. Pochettino acredita que o time tem potencial para fazer história e ir longe na competição, mas enfatiza a importância de manter o foco no dia a dia. “Agora não é hora de distrações. Toda a energia deve estar voltada para o torneio e para o convívio com os jogadores”, afirmou.

Para a última partida da fase de grupos contra a Turquia, que acontece nesta quinta-feira às 23h (horário de Brasília), Pochettino poderá contar com o retorno de Christian Pulisic, que ficou fora do jogo contra a Austrália por causa de uma lesão na panturrilha. O jogador se sente bem e está ansioso para participar. No entanto, a decisão se ele será titular ou começará no banco ainda está em análise com a equipe médica.

Apesar do retorno de Pulisic, o treinador deve poupar quatro titulares que estão pendurados: os zagueiros Chris Richards e Antonee Robinson, o meio-campista Tyler Adams e o atacante Folarin Balogun. Já o meia Cristian Roldán é dúvida por conta de uma leve distensão muscular, mas tem mostrado evolução, segundo Pochettino.

Embora a Turquia já esteja eliminada do Mundial, Pochettino não espera um jogo fácil. Ele reforçou que a seleção turca tem bons jogadores e será competitiva. “Não estamos pensando que será um compromisso tranquilo”, garantiu, mostrando que a seriedade e o foco continuam sendo prioridades para o time.

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Rafael Souza