Kauã Moraes, lateral-direito do Cruzeiro, não vê a cor da bola há 71 dias. Desde 26 de julho, quando jogou apenas 13 minutos contra o Botafogo, ele não tem sido chamado para atuar. Esse hiato já soma 14 partidas sem oportunidades, o que gera preocupação entre os torcedores e curiosidade sobre o que realmente aconteceu com o jogador.
No começo do ano, Kauã estava em alta com o técnico Artur Jorge. Mas, após a pausa para a Copa do Mundo, sua situação mudou drasticamente. Agora, ele se encontra no final da fila das opções para a lateral, o que surpreende quem acompanhava sua ascensão.
Um exemplo claro dessa queda foi na derrota para o Santos, em setembro. Mesmo no banco, o técnico optou por escalar um atacante, João Costa, para a lateral direita, em vez de dar chance a Kauã. Essa decisão deixou claro que a hierarquia dentro do time havia mudado. Atualmente, ele é apenas a quinta opção, atrás de Fagner, William, Gabriel Rojas e Lucas Villalba. A chegada de Matías Viña só aumentou a concorrência.
Kauã teve um começo promissor sob o comando de Artur Jorge. Na sua estreia, improvisado na lateral esquerda, ele se destacou ao marcar um gol na vitória sobre o Vitória. Ele também fez uma boa apresentação contra o Bahia, onde voltou a balançar as redes. Antes da pausa para a Copa, havia participado de 17 dos 37 jogos do Cruzeiro. Porém, desde então, seu tempo em campo foi reduzido a meros 13 minutos.
A transferência de Kauã para o Cruzeiro, que custou cerca de R$ 10 milhões, gerou bastante alvoroço no Athletico. O clube paranaense se sentiu lesado, alegando que havia um acordo verbal para sua renovação. A situação resultou em uma troca de farpas entre os dirigentes dos dois times, e o Athletico até anunciou que buscaria reparação na Justiça. Em sua apresentação no Cruzeiro, Pedro Lourenço, proprietário da SAF cruzeirense, defendeu a contratação, afirmando que o clube acreditava no talento de Kauã.
No reencontro com a torcida do Athletico, em março, a recepção não foi das mais calorosas. Ele foi vaiado sempre que tocou na bola durante a partida, que terminou com vitória do Athletico por 2 a 1. Essa situação é um lembrete de como o futebol pode ser imprevisível e como a dinâmica dos jogadores pode mudar rapidamente.