Reforma do Coritiba propõe fim de conselho e mudanças eleitorais

O Coritiba está passando por um momento importante de transformação. Recentemente, o Conselho Deliberativo aprovou uma proposta para reformar o estatuto da associação. Agora, essa proposta precisa ser levada a voto pelos associados em uma Assembleia Geral, que deve acontecer em setembro, embora a data ainda não esteja definida. Se os sócios aprovarem as mudanças, elas começarão a valer para os próximos processos administrativos e eleitorais do clube.

Mas o que exatamente pode mudar com essa reforma? O estatuto é um documento fundamental que rege as regras de funcionamento do Coritiba. Ele define como o clube é organizado, quais são os direitos e deveres dos associados, além de estipular como acontecem as eleições e a formação dos conselhos.

Uma das principais mudanças propostas é a redução da diretoria. Atualmente, ela é composta por cinco integrantes, mas a nova estrutura irá para três. Isso significa que a chapa vencedora na eleição poderá indicar apenas três membros para a diretoria da associação, ao invés dos cinco que existem hoje. Além disso, o número de conselheiros no Conselho Deliberativo deve cair de 150 para 100. É uma mudança significativa que pode impactar diretamente a forma como o clube é gerido.

Outra alteração que está na mesa é o fim do Conselho Consultivo. Esse órgão, que atua com diretrizes estratégicas e éticas, deixará de existir se a proposta for aprovada. Atualmente, suas atribuições são definidas pelo estatuto, mas, com a reforma, será necessário se adaptar a essa nova realidade.

Além disso, a proposta prevê que não sejam mais eleitos novos conselheiros vitalícios. Isso significa que a estrutura atual será mantida, mas não haverá inclusão de novos integrantes nessa categoria a partir da aprovação do novo estatuto. A gestão atual, liderada por Mariana Libano, a primeira mulher a presidir o Coritiba, foi eleita em dezembro de 2025 e continua no comando até 2027. Se a reforma passar, a próxima eleição já poderá seguir as novas regras.

É importante lembrar que, mesmo com a recente transformação do futebol em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a associação ainda desempenha um papel vital na estrutura do Coritiba. Desde a venda de 90% da SAF para a Treecorp em junho de 2023, a associação mantém uma participação de 10% no futebol do clube.

Mariana Libano, que assumiu a presidência em janeiro de 2025, tem liderado o Coritiba em momentos significativos, como o acesso à Série A e a conquista do tricampeonato da Série B. Ela conta com uma diretoria composta por quatro vice-presidentes, que a ajudam a tocar o dia a dia do clube.

Esse é um cenário que mostra como o Coritiba está se adaptando e buscando novas formas de se organizar, sempre com o intuito de melhorar e evoluir.

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Rafael Souza