Rival de Infantino propõe solução para polêmicas no futebol

As recentes polêmicas envolvendo a gestão de Gianni Infantino na FIFA chamaram a atenção de muitos, inclusive do príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein. Ele, que é presidente da Federação Jordaniana de Futebol e foi adversário de Infantino nas eleições de 2016, fez um apelo público pedindo mudanças significativas que vão além de simplesmente boicotar a entidade.

Em uma postagem em sua conta no X, antigo Twitter, Al-Hussein expressou sua preocupação com a liderança do futebol mundial às vésperas de uma nova eleição. Ele destacou que, como alguém que já passou por esse processo, acredita que a primeira medida a ser tomada é acabar com o voto secreto nas eleições presidenciais da FIFA. Para ele, a transparência é fundamental, não só para o bem da organização, mas também para assegurar que os presidentes das associações-membro (MAs) sejam responsabilizados por suas decisões.

Ele argumentou que, enquanto outras decisões importantes na FIFA, como a escolha das sedes da Copa do Mundo, são feitas em eleições abertas, a escolha do presidente ainda é feita de forma secreta. Isso, segundo ele, não faz sentido e impede uma maior responsabilidade e empoderamento das associações. Al-Hussein acredita que isso ajudaria a evitar pressões indevidas que já ocorreram em bastidores.

A Crise de Liderança na FIFA

A atual crise de liderança na FIFA é um tema quente, especialmente agora que uma nova eleição se aproxima. Al-Hussein, que já tentou a presidência em duas ocasiões, tem se mostrado um defensor da transparência e da distribuição igualitária de recursos no futebol. Em 2015, ele lamentava que as manchetes estivessem mais focadas nas polêmicas da FIFA do que no próprio futebol. E, passados anos, a situação parece não ter mudado muito.

A era Infantino tem sido marcada por decisões controversas, como a recente anulação da suspensão do jogador Folarin Balogun durante a Copa do Mundo. Além disso, a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise, que visava explorar comercialmente os direitos de torneios, encontrou forte resistência, especialmente da UEFA. O clima ficou tão tenso que a UEFA ameaçou boicotar competições da FIFA caso a ideia fosse levada adiante. Sem apoio, Infantino acabou desistindo desse projeto.

O Futuro de Infantino e as Próximas Eleições

A situação atual fez com que Infantino perdesse um pouco de força na liderança da FIFA. Rumores indicam que Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, está buscando convencer outros líderes a não colaborar com a FIFA enquanto Infantino continuar no cargo. Isso pode acabar resultando em um boicote de times europeus ao Mundial de Clubes de 2029.

Nos últimos dias, países como Finlândia, País de Gales e Inglaterra retiraram seu apoio ao presidente da FIFA, aumentando a pressão sobre Infantino. A próxima eleição está agendada para 18 de março de 2027, em Rabat, Marrocos. Infantino pode tentar a reeleição para um quarto mandato, mas a situação está se tornando cada vez mais incerta.

Enquanto isso, o canadense Victor Montagliani, atualmente presidente da Concacaf, pode ser um potencial candidato. A UEFA parece estar disposta a apoiar uma candidatura de Nasser Al-Khelaifi ou, caso não dê certo, endossar Montagliani. A movimentação nos bastidores promete ser intensa e cheia de surpresas.

Sobre o Autor

Rafael Souza