Rodri não está muito a fim de transformar a disputa pela Bola de Ouro em um evento pessoal. Na véspera do jogo entre Inglaterra e Espanha, que acontece neste sábado (26) em Wembley, o meio-campista foi perguntado sobre a impressão de que ele não estaria tão interessado em conquistar novamente esse prêmio tão importante no futebol. E a resposta dele foi bem direta, refletindo a postura que o espanhol costuma ter em relação a reconhecimentos individuais.
Ele disse: “Você acha que eu não quero ganhar? Não depende do que eu digo, depende do que eu faço em campo. Não acho que nada que eu diga possa influenciar a premiação. Este é um esporte coletivo e nada se entende sem os companheiros de equipe. Não depende de mim, e é por isso que não fico por aí exigindo.” Essa declaração não quer dizer que Rodri encare a possibilidade de vencer a Bola de Ouro com indiferença. Na verdade, ele já sabe bem a importância desse prêmio, já que foi eleito pela revista France Football em 2024 e voltou a ser indicado em 2026.
O que muda é a forma como ele vê a competição. Em vez de ficar reivindicando reconhecimento ou tentando influenciar a discussão fora de campo, Rodri prefere deixar seu desempenho falar por si. Ele tem muitos motivos para estar novamente na briga. O volante teve um papel fundamental na conquista do título da Copa do Mundo de 2026, ajudando a dar equilíbrio ao time e controlando o ritmo das partidas, além de oferecer segurança defensiva. Seu desempenho foi tão impressionante que ele levou a Golden Ball, prêmio que reconhece o melhor jogador do torneio.
A disputa pela próxima Bola de Ouro está bem acirrada, com estrelas como Kylian Mbappé e Lamine Yamal também na corrida. Esses jogadores, por sinal, têm sido criticados por tentarem fazer lobby público para ganhar o prêmio, algo que nem sempre é bem visto. E é aí que entra Rodri: ele mostra que a Bola de Ouro não é apenas uma disputa entre quem tem os números mais altos em gols e assistências.
Rodri joga em uma posição onde a influência e o controle do jogo não aparecem tão claramente nas estatísticas comuns. A força dele está em organizar a equipe, acelerar ou desacelerar o jogo, proteger a defesa e ajudar na construção das jogadas desde a retaguarda. Essa habilidade dele se destacou ainda mais nas últimas temporadas, fazendo com que ele se tornasse uma referência no meio-campo. Sua importância muitas vezes se revela nas ações que permitem que outros jogadores se destaquem em campo.
Durante a Copa do Mundo, isso ficou bem claro. A Espanha, que conseguiu controlar os jogos com posse de bola e organização, teve em Rodri um ponto de equilíbrio. Ele sustentou os jogadores mais ofensivos, permitindo que o time mantivesse o controle do jogo e a circulação da bola. O prêmio de melhor jogador do torneio reforçou a grandeza da atuação dele.
E quando será a Bola de Ouro? A edição de 2026 vai ter uma novidade: a cerimônia acontecerá em Londres no dia 26 de outubro, pela primeira vez fora de Paris. Essa mudança acontece justamente no ano em que a premiação criada pela France Football completa 70 anos. O período considerado inclui os destaques da temporada 2025/26 e a Copa do Mundo, que teve grande peso na avaliação dos concorrentes.
Rodri está entre os 30 indicados ao prêmio masculino, que conta com uma lista cheia de talentos de diversas posições. Nela, aparecem nomes como Jude Bellingham, Ousmane Dembélé, Erling Haaland, Harry Kane, Kylian Mbappé, Lionel Messi, Lamine Yamal, Vinícius Junior, Vitinha, Declan Rice, Bruno Fernandes, Lautaro Martínez e Fabián Ruiz, além dos brasileiros Gabriel Magalhães e Marquinhos. Com tanta gente talentosa na disputa, a expectativa é alta para ver quem levará o prêmio.