Rodri chegou à Copa do Mundo cercado de incertezas. Ele é um jogador que, após ser eleito o melhor do mundo pela “France Football” em 2024, enfrentou a lesão mais séria de sua carreira. Essa contusão o deixou afastado dos campos por mais de 200 dias. Mas, durante o Mundial nos Estados Unidos, ele não apenas recebeu a Bola de Ouro, como também deu uma resposta clara aos críticos: ainda está em alta.
Conduzindo o meio-campo da seleção espanhola, Rodri teve um papel crucial na conquista do título, que veio com a vitória sobre a Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Mesmo sem marcar ou dar assistências durante a Copa, seu impacto foi fundamental. Ele é o jogador mais criativo do time, responsável por dar ritmo ao ataque comandado por Luis de la Fuente.
Durante o torneio de 2026, Rodri superou até mesmo o recorde de mais passes trocados em uma única edição de Mundial, com impressionantes 650 passes e uma precisão acima de 93%. O gol de Ferran Torres, marcado no segundo tempo da prorrogação, foi um dos fatores que o ajudaram a ser eleito o melhor jogador da competição. Se não fosse por esse gol, Lionel Messi, que ficou em segundo lugar na artilharia do Mundial, poderia ter levado a premiação.
Rodri expressou seu orgulho em ser um exemplo de superação. Ele ressaltou a importância de mostrar às novas gerações que é possível se reerguer após adversidades. “Um jogador que chega ao céu e depois cai no inferno também é capaz de voltar”, afirmou após a conquista nos Estados Unidos.
Antes da Copa, Rodri teve um período difícil. Após vencer a Eurocopa em 2024, ele estava no auge, mas uma ruptura dos ligamentos cruzados do joelho o afastou quase toda a temporada 2024/25. Ele só conseguiu voltar a jogar regularmente no ano seguinte. Pep Guardiola, seu treinador na época, acreditava que Rodri só conseguiria alcançar seu nível ideal novamente durante a Copa do Mundo. E ele não estava errado, pois Rodri mostrou seu melhor futebol, se destacando como capitão e líder do meio-campo espanhol.
Ao levantar o troféu após a vitória sobre a Argentina, Rodri se juntou a Iker Casillas como um dos únicos capitães a conquistar um título mundial com a Espanha. Além de sua habilidade no ataque, ele teve uma contribuição significativa na defesa, ajudando a seleção a sofrer apenas um gol durante toda a campanha — um deles na vitória apertada contra a Bélgica nas quartas de final. Ele também terminou entre os melhores da defesa no ranking da FIFA, com uma média de 8,06.
Agora, com o título da Copa do Mundo, Rodri se posiciona como um forte candidato à Bola de Ouro da France Football. Embora não tenha sido um dos jogadores mais utilizados por Guardiola na temporada 2025/26, ele ajudou o Manchester City a conquistar a Copa da Liga Inglesa e a FA Cup.
Após a vitória, Rodri retorna ao Manchester City com algumas incertezas à frente. Ele terá um novo desafio sob o comando de Enzo Maresca, após a saída de Guardiola. Seu nome também foi cogitado como um possível reforço do Real Madrid durante as campanhas presidenciais. Ele compartilhou que sentiu o apoio e carinho de todos que sempre acreditaram nele, ressaltando a importância desse suporte em sua trajetória. Com contrato até junho de 2027, Rodri está pronto para continuar brilhando na seleção e ajudando a reconstruir o Manchester City após a era Guardiola.