Savinho pode brilhar no Manchester City de Maresca?

O Manchester City, agora sob o comando de Enzo Maresca, já está dando seus primeiros passos na pré-temporada. Em um amistoso recente, o time empatou em 1 a 1 com a Internazionale e depois derrotou as estrelas do Campeonato Sul-Coreano. Esses jogos serviram como uma introdução às novas ideias do técnico, que, embora lembre o estilo de Pep Guardiola, tem suas próprias nuances.

Antoine Semenyo, um dos jogadores do elenco, comentou sobre a abordagem de Maresca. Para ele, enquanto Guardiola preferia que os atacantes ficassem mais abertos ou um pouco mais próximos do meio-campo, o novo treinador pede que eles se mantenham abertos e busquem criar oportunidades assim que recebem a bola. Essa mudança ficou clara nas atuações durante os amistosos.

Nos confrontos, Semenyo atuou frequentemente aberto pela esquerda, enquanto Savinho ocupava a direita. Quando eles saíram, outros jogadores, como o jovem Ryan McAidoo e o lateral-esquerdo Rayan Aït-Nouri, assumiram essas funções. Maresca, inclusive, elogiou McAidoo, destacando que ele é exatamente o tipo de ponta que ele aprecia: agressivo e decisivo no um contra um.

### O papel dos pontas na nova tática

Essa estratégia de usar pontas bem abertos é fundamental para a filosofia de Maresca. O desempenho de Semenyo, que se destacou nas duas partidas com assistências e boas jogadas individuais, mostra que ele já está se adaptando bem ao que o técnico espera. O jogador se disse animado com as chances de ter mais situações de um contra um nos jogos, o que deve ser uma característica marcante do novo estilo de jogo.

Savinho, que ainda pertence ao City mas é alvo do Tottenham, também pode se beneficiar dessa nova abordagem. O brasileiro é o típico ponta brasileiro: rápido, habilidoso e ágil nas mudanças de direção. Embora sua adaptação na Premier League ainda não tenha sido das melhores, com apenas dois gols em duas temporadas, ele tem potencial para prosperar sob a orientação de Maresca, que quer que os pontas sempre fiquem em situações de mano a mano contra os defensores.

### A experiência anterior de Maresca

Maresca já havia utilizado essa dinâmica em suas passagens pelo Chelsea e Leicester. No Leicester, ele teve êxito ao destacar jogadores como Stephy Mavididi e Abdul Fatawu, que se destacaram pela habilidade em dribles e criação de chances. No Chelsea, mesmo sem o mesmo sucesso, ele manteve a estrutura, usando jogadores como Pedro Neto e Noni Madueke em posições que favorecessem a amplitude e a velocidade.

Essa tática se mostra eficaz e é uma continuidade do que Guardiola implementou em sua passagem pelo City. Um dos exemplos mais memoráveis foi a utilização de Raheem Sterling e Leroy Sané nas pontas, mas o estilo de Maresca pode trazer uma nova vida a esse conceito.

### A importância dos laterais

Os laterais têm um papel crucial na nova formação. Durante os jogos amistosos, ficou claro que eles ajudam a criar espaço para os pontas. O ala esquerdo, por exemplo, ficou mais recuado, enquanto o lateral direito avançava para se alinhar ao meio-campo. Essa estrutura permite que o time jogue em um 3-2-5, o que facilita a criação de jogadas.

Apesar de no Chelsea a situação ter sido um pouco diferente, onde os jogadores flutuavam mais para dentro, no City a tendência é que os pontas mantenham seus posicionamentos abertos. Savinho, Semenyo e Jérémy Doku devem ser os principais responsáveis por essa função no novo esquema.

O próximo desafio do Manchester City será contra o Atlético de Madrid, e a expectativa é alta para ver como essas novas ideias vão se desenvolver. A temporada inglesa começa em 16 de agosto, com a Community Shield, onde o City enfrentará o Arsenal. A empolgação é palpável, e quem acompanha de perto já percebe que uma nova era pode estar começando.

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Rafael Souza