Sebastian Berhalter supera estigma de ‘nepobaby’ na Copa dos EUA

O sobrenome Berhalter é um dos mais importantes na história do futebol dos Estados Unidos. Gregg Berhalter dedicou 12 anos à seleção americana, participando de duas Copas do Mundo, em 2002 e 2006. Depois de se aposentar como jogador, ele assumiu o comando do time e levou a equipe ao Mundial do Catar em 2022. Embora tenha sido demitido em 2023 e Mauricio Pochettino tenha assumido o cargo, o nome Berhalter ainda estará presente em uma terceira Copa do Mundo, agora através do meio-campista Sebastian Berhalter, filho de Gregg e atual técnico do Chicago Fire.

Quatro anos atrás, quando Sebastian assistia ao Mundial nas arquibancadas com sua mãe, Rosalind, era difícil imaginar que ele teria a chance de jogar na Copa de 2026. Mas a vida deu uma guinada e, em apenas alguns anos, ele passou de espectador a candidato a uma vaga na seleção.

### A conexão entre Berhalter e Reyna

Antes de falarmos mais sobre Sebastian, é importante lembrar o que aconteceu no Catar. Enquanto Gregg era o treinador da seleção, Giovanni Reyna estava prestes a viver seu primeiro grande torneio. Ele era visto como uma grande esperança para o time, especialmente ao lado de Cristian Pulisic. No entanto, Reyna teve poucas oportunidades de jogar e, após o torneio, surgiram rumores sobre uma votação interna que poderia ter decidido seu retorno aos Estados Unidos. Essa situação gerou uma série de questionamentos e até uma investigação sobre a conduta de Berhalter.

A situação ficou mais complicada quando se soube que Claudio Reyna, pai de Giovanni e amigo próximo de Gregg, tinha feito reclamações sobre a falta de minutos do filho. Além disso, Danielle Egan, mãe de Giovanni, fez uma denúncia sobre um incidente de violência doméstica envolvendo Berhalter e Rosalind, que remonta a 1991. Essa história, embora antiga, trouxe à tona questões sobre a dinâmica familiar e as relações dentro do futebol.

### Sebastian e seu próprio caminho

A trajetória de Sebastian é bem diferente. Quando ele esteve presente no Mundial para apoiar seu pai, ele ainda estava em fase de adaptação na carreira, com apenas 20 jogos como titular. Ele mesmo reconheceu que, se tivesse sido convocado por Gregg, teria que mostrar um desempenho ainda melhor para provar seu valor.

Nos últimos anos, ele enfrentou críticas e dúvidas sobre seu talento, especialmente no início da carreira. Mas, em 2024, tudo mudou. Ele se tornou uma peça fundamental no Vancouver Whitecaps, ajudando a equipe a se destacar na MLS. Em 2025, sua performance foi impressionante, com 41 partidas como titular, e ele se destacou como um dos principais jogadores do time. Com isso, acabou sendo convocado para a seleção por Pochettino, e suas atuações chamaram a atenção de todos.

### A consagração de um Berhalter

O ano de 2026 promete ser especial para Sebastian. Ele não só luta por uma vaga na seleção, como também pode se tornar titular no meio-campo, dependendo da formação que Pochettino optar por usar. O fato de seu pai ter sido técnico e ter passado por essa jornada antes traz uma perspectiva única, mas Sebastian está determinado a conquistar seu espaço com muito trabalho.

Recentemente, durante o processo de convocação, Gregg recebeu a notícia de que seu goleiro, Chris Brady, faria parte do elenco. Logo depois, foi a vez de Sebastian ligar para contar que também havia sido selecionado. Essa conexão familiar e profissional traz um sabor especial à competição, especialmente com a estreia da seleção americana marcada para o dia 12 de junho, contra o Paraguai, em Los Angeles.

Enquanto a torcida se prepara para apoiar tanto Gregg quanto Sebastian, fica claro que o futebol americano está em um momento de transição, e o sobrenome Berhalter continuará a ser uma parte importante dessa história.

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João Ribeiro