Seis grandes jogadores que nunca ganharam a Bola de Ouro

A Bola de Ouro 2026 está chegando! A premiação será realizada nesta segunda-feira, em Londres, às 17h (horário de Brasília), e já temos alguns nomes fortes entre os candidatos, como Harry Kane e Lamine Yamal. Desde que começou a ser entregue, em 1956, a Bola de Ouro já homenageou grandes craques, mas também deixou de fora muitos jogadores incríveis, cuja qualidade é inegável.

Às vezes, a sorte não estava ao lado deles, outras vezes, competiram em épocas em que monstruosidades como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo dominavam. Tem também aqueles que, por atuarem em posições menos valorizadas, acabaram não recebendo a devida atenção. Vamos explorar seis dos grandes jogadores que nunca ganharam a Bola de Ouro e entender por que esse prêmio escapou das mãos deles.

Ferenc Puskás: o tempo não foi amigo

Ferenc Puskás é um exemplo clássico de como o tempo pode influenciar uma carreira. O húngaro já era uma estrela antes mesmo da Bola de Ouro existir. Ele foi o grande nome da seleção da Hungria, que era uma potência no futebol europeu nos anos 50. Puskás chegou a disputar a Copa do Mundo de 1954, que acabou perdendo para a Alemanha Ocidental. Quando a premiação começou, ele já tinha passado por grande parte de sua carreira de destaque. Mesmo assim, ao se juntar ao Real Madrid em 1958, ele continuou brilhando, marcando 242 gols em 262 jogos e conquistando cinco títulos espanhóis e três Copas da Europa. Sua melhor colocação na Bola de Ouro foi em 1960, quando ficou em segundo lugar. O que faltou? Simplesmente a premiação começou tarde demais para reconhecer seus melhores anos.

Thierry Henry: duas chances, dois obstáculos

Thierry Henry é lembrado como um dos maiores jogadores da Premier League. O francês, com sua velocidade e habilidade, foi fundamental para o Arsenal, levando o time a uma temporada invicta em 2003/04 e conquistando diversas Chuteiras de Ouro. Ele também foi campeão do mundo em 1998 e da Eurocopa em 2000. Contudo, apesar de ter chegado perto, nunca conquistou a Bola de Ouro. Em 2003, ele ficou em segundo lugar, mas perdeu para Pavel Nedved. Em 2006, a derrota da França para a Itália na final da Copa do Mundo pesou contra ele, e Fabio Cannavaro levou o prêmio. A verdade é que Henry teve temporadas dignas de um vencedor, mas nunca conseguiu alinhar suas conquistas individuais com a narrativa mais forte da temporada.

Andrés Iniesta: o gol que não foi suficiente

Andrés Iniesta é outro nome que faz muitos se perguntarem o que mais ele poderia ter feito para ganhar a Bola de Ouro. O espanhol foi uma peça-chave no Barcelona e na seleção da Espanha, conquistando títulos importantes como a Eurocopa e a Copa do Mundo. Ele ainda marcou o gol do título mundial em 2010, mas mesmo assim ficou em segundo lugar na Bola de Ouro, perdendo para seu companheiro Messi. Iniesta teve outra chance em 2012, mas novamente ficou em terceiro. O problema? Ele jogou em uma época dominada por Messi e Cristiano Ronaldo, cujos números individuais ofuscaram suas conquistas coletivas.

Luis Suárez: mais de 500 gols e nenhuma indicação

Luis Suárez tem uma história incrível, mas que causa surpresa. Ele nunca ganhou a Bola de Ouro e, para piorar, nunca chegou nem a ficar entre os três primeiros colocados. O uruguaio é um dos artilheiros mais respeitados, com mais de 500 gols em clubes. Em 2013/14, quase levou o Liverpool ao título inglês e, no Barcelona, formou um trio letal com Messi e Neymar. Apesar de ser decisivo pela seleção uruguaia, ele nunca conseguiu o reconhecimento individual que merecia, principalmente por competir em uma era de ouro para Messi e Cristiano Ronaldo.

Paolo Maldini: um defensor em desvantagem

Paolo Maldini é o exemplo perfeito de como a Bola de Ouro tende a favorecer atacantes. O italiano foi um dos maiores defensores da história, com uma carreira exemplar no Milan, conquistando cinco vezes a Champions League. Ele teve sua grande chance em 2003, quando ficou em terceiro lugar. Maldini, no entanto, nunca conseguiu vencer, pois defensores geralmente precisam de circunstâncias excepcionais para ser reconhecidos. Ele também não competiu na Copa do Mundo de 2006, onde Fabio Cannavaro, um defensor, acabou levando a premiação.

Kylian Mbappé: o futuro ainda pode ser brilhante

Kylian Mbappé é um caso diferente dos demais, pois sua história ainda está em andamento. O jovem francês já conquistou muito, incluindo a Copa do Mundo de 2018, e fez história ao marcar três gols em uma final em 2022. Apesar de seu talento, ele viu Messi levar tanto a Copa do Mundo quanto a Bola de Ouro. A transferência para o Real Madrid pode ser uma oportunidade para ele juntar seus números impressionantes com títulos importantes, o que poderia mudar seu destino nas premiações. Por enquanto, seus momentos de destaque ainda estão sendo ofuscados por narrativas de outros jogadores.

Essas histórias mostram que a Bola de Ouro vai além do talento. É uma combinação de timing, conquistas e, claro, um pouco de sorte. Para muitos desses craques, a consagração individual ficou aquém do que realmente mereciam.

Sobre o Autor

Rafael Souza