Seleção brasileira se assemelha ao Real Madrid de Ancelotti

A seleção brasileira parece ter encontrado um novo jeito de jogar durante a Copa do Mundo. Após um empate complicado com Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti decidiu mexer na equipe e na formação do time para os jogos contra o Haiti e a Escócia. E, apesar de os rivais não serem os mais fortes, as vitórias por 3 a 0 mostraram que a nova estratégia está funcionando bem e deve ser mantida para a fase de mata-mata.

A formação do time se assemelha a um 4-3-1-2, com um losango no meio-campo, ou até um 4-3-3 com um falso nove. Nesse esquema, Matheus Cunha recua um pouco para ajudar a formar um quarteto no meio-campo, ao lado de Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães. Essa mudança ajudou a melhorar a saída de bola da equipe.

No ataque, Vinícius Júnior agora faz dupla com Rayan — que, na verdade, deveria ser Raphinha, mas ele se machucou logo no começo do jogo contra o Haiti. Cada jogador tem sua função específica, e a seleção começa a lembrar o Real Madrid que Ancelotti treinou entre 2021 e 2025. Essa semelhança já era percebida antes, mas ficou mais clara nesta Copa e deve se intensificar agora que a fase de eliminação começa.

### A Nova Estrutura do Brasil

A adaptação do Brasil à nova formação também reflete o que Ancelotti fez no Real Madrid na temporada 2023/24. Quando Karim Benzema deixou o clube, Ancelotti inovou colocando Vinícius Júnior e Rodrygo como dupla de ataque, com Jude Bellingham atuando como um armador que chegava muito à área. Essa estrutura levou o Madrid a uma das suas melhores temporadas, conquistando tanto a LaLiga quanto a Champions League, superando adversários difíceis pelo caminho.

É interessante notar que, na seleção, Vinícius Júnior tem se posicionado de maneira semelhante. Ele deixou a ponta e agora ocupa um espaço entre o zagueiro e o lateral adversário. Essa mudança permite que ele receba passes em profundidade e esteja sempre em boas condições de finalizar. Até agora, ele já marcou três gols, deu uma assistência e teve um gol anulado.

### Comparações com o Real Madrid

A principal diferença entre o Brasil neste Mundial e o Real Madrid é a ocupação dos espaços. Enquanto Rodrygo costumava ser um atacante móvel, Rayan se mantém mais na linha lateral, cortando para dentro ocasionalmente. Além disso, Bellingham atuava como um meia mais avançado, enquanto Cunha tem um papel misto, ajudando tanto na defesa quanto no ataque, o que tem sido fundamental para o estilo de jogo da seleção.

Outro ponto que vale a pena destacar é a forma como a seleção brasileira se adapta a cada adversário. Ancelotti não tem medo de deixar a posse de bola com os rivais, independentemente do nível deles. Durante a Champions, o Real Madrid, por exemplo, teve um jogo equilibrado em termos de posse contra o RB Leipzig. Essa abordagem pragmática é uma marca registrada do técnico.

### O Desafio que Vem pela Frente

O próximo desafio da seleção será enfrentar o Japão, um time que também gosta de ter a bola e deve pressionar o Brasil. Essa situação pode criar oportunidades para a seleção sul-americana, especialmente se o jogo se desenrolar conforme o planejado. Em confrontos com equipes favoritas, como França ou Argentina, o Brasil já mostrou que pode se defender bem e explorar as costas da defesa adversária.

A verdade é que, embora a seleção brasileira não seja considerada a melhor da Copa, ela tem potencial para se adaptar e competir com equipes mais fortes. Ancelotti, com sua experiência em mata-mata, pode fazer com que o Brasil se torne um forte candidato ao título, aproveitando ao máximo as habilidades de seus jogadores.

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Rafael Souza