Seleção brasileira tem grande potencial, mas é preciso agir

Carlo Ancelotti parece ter encontrado a fórmula ideal para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Após a fase de grupos, o Brasil se destacou, classificando-se em primeiro lugar no Grupo C. Agora, a equipe se prepara para os jogos eliminatórios sob a liderança de Ancelotti, que muitos consideram a melhor opção para a CBF.

O italiano, que era desejado pelo ex-presidente Ednaldo Rodrigues desde 2023, assumiu o comando da seleção apenas em maio de 2025. Desde então, ele testou diversas formações e táticas. O resultado? Uma equipe que começa a refletir o imenso talento que o Brasil tem a oferecer no futebol.

Jürgen Klopp, ex-treinador de grandes clubes europeus, também elogiou a convocação de Ancelotti. Ele acredita que o treinador é o nome ideal para extrair o melhor de jogadores como Vinicius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha. Klopp não hesitou em afirmar que, se fosse brasileiro, escolheria Ancelotti sem pensar duas vezes. “Ele consegue comandar qualquer seleção com um simples movimento da sobrancelha”, comentou o alemão.

Nos últimos anos, o Brasil passou por um período complicado após a saída de Tite, que deixou a seleção após a Copa do Mundo de 2022. Inicialmente, a CBF queria que Ancelotti estivesse no comando a partir da Copa América de 2024, mas isso não se concretizou. Enquanto isso, Ramon Menezes e Fernando Diniz foram interinos, mas a CBF acabou buscando Dorival Júnior. Após um desempenho decepcionante na Copa América e nas Eliminatórias, a chegada de Ancelotti em 2025 trouxe novas esperanças.

Ancelotti, desde que chegou, tem focado na disciplina tática. Klopp destacou que o Brasil tem um grande potencial, mas é preciso alguém que saiba como trazê-lo à tona. A ênfase do treinador tem sido melhorar o setor defensivo, com treinos rigorosos tanto na Granja Comary quanto no CT do New York Red Bulls.

Em relação ao ataque, Ancelotti adota uma abordagem mais leve. Ele acredita que não deve sobrecarregar os jogadores com ideias excessivas que possam atrapalhar o funcionamento da equipe. Ao longo da Copa do Mundo, o Brasil começou a mostrar sinais de evolução. No primeiro jogo contra Marrocos, a seleção não teve um desempenho ideal e empatou em 1 a 1, mas depois conquistou vitórias convincentes sobre Haiti e Escócia, ambas por 3 a 0.

Até agora, Ancelotti só teve a oportunidade de dirigir a seleção em dez partidas antes de definir sua lista de 26 convocados para o Mundial. Durante os amistosos e os primeiros jogos do torneio, ele ainda estava buscando a formação ideal, o que fez com que não repetisse uma escalação em suas 15 partidas à frente da equipe. Agora, ele terá a chance de quebrar essa sequência em um dos jogos eliminatórios, contra Japão, Países Baixos ou Suécia. O Brasil está pronto para entrar em campo na próxima segunda-feira, 29, no Estádio de Houston, às 14h (de Brasília), e todos esperam ansiosos pelo que está por vir.

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Rafael Souza