Seleção francesa não me faz sonhar, diz ex-jogador

Iliman Ndiaye é um dos atletas que carrega uma história de dupla nacionalidade nesta Copa do Mundo. O atacante, que joga pelo Everton na Inglaterra e representa Senegal, teve a oportunidade de defender a seleção francesa, famosa por suas vitórias. Mas desde pequeno, ele decidiu que suas raízes familiares falariam mais alto.

Nascido em Rouen, na França, Ndiaye é filho de pai senegalês e mãe francesa, o que lhe deu a opção de jogar por qualquer uma das seleções. No entanto, antes mesmo de começar sua carreira no futebol, ele sentiu uma conexão mais forte com a cultura senegalesa. Isso se refletiu em sua escolha de defender as cores de Senegal, uma decisão que parece ter muito a ver com suas origens e suas lembranças de infância.

Ele veio ao mundo logo depois que a França conquistou seu primeiro título mundial, em 1998. Em 2000, a seleção francesa levantou a Eurocopa, e, em 2002, Ndiaye viu sua equipe perder para Senegal em uma partida histórica. Embora não tenha assistido ao jogo ao vivo, ele viu essa derrota muitas vezes e se emocionou com a jornada dos jogadores senegaleses, que chegaram até as quartas de final daquela Copa do Mundo na Coreia do Sul e Japão.

Ndiaye compartilhou que, mesmo tendo assistido a um jogo da seleção francesa com seu clube de base, o Rouen Sapins, nunca se sentiu parte daquela história. Para ele, a Seleção Francesa não representava seus sonhos. Ele queria ser parte da narrativa senegalesa, que o inspirava de verdade.

Desde 2022, o atacante defende a seleção de Senegal. No Mundial do Catar, ele começou como reserva, mas teve a chance de jogar como titular em uma partida decisiva contra o Equador. Na época, ele jogava pelo Sheffield United, antes de se transferir para o Everton. Agora, ele se prepara para enfrentar a França novamente na Copa do Mundo, em um jogo que promete ser muito especial.

Senegal está no Grupo I, junto com França, Noruega e Iraque, um dos grupos considerados mais difíceis. A seleção, que já brilhou na Copa do Mundo de 2002, busca igualar esse feito e repetir a boa performance que Marrocos teve no último torneio. Ao comentar sobre o sorteio e o confronto com a França, Ndiaye disse que a conversa sobre 2002 voltou com força, e todos estavam animados para esse embate.

Além disso, ele fez parte da equipe que disputou a Copa Africana de Nações no início deste ano. Embora o título tenha sido retirado nos tribunais após uma polêmica, Ndiaye e seus companheiros ainda se sentem campeões. Agora, ele está focado em levar essa força coletiva para as competições na América do Norte.

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João Ribeiro