O Shakhtar Donetsk está planejando jogar suas partidas da Champions League no Stamford Bridge, o famoso estádio do Chelsea. Desde que o conflito entre Rússia e Ucrânia se intensificou, o clube ucraniano não pode usar a Donbas Arena, localizada em Donetsk. Os jogos “em casa” do Shakhtar têm sido realizados em cidades como Kiev e Lviv. Recentemente, o time jogou na Conference League e se estabeleceu na Synerise Arena Kraków, na Polônia. Para a próxima Champions League, em 2026/27, eles estão considerando um novo cenário: a Inglaterra.
O Chelsea e o Shakhtar têm um relacionamento amistoso, principalmente desde a transferência de Mykhailo Mudryk para Londres em 2023. Além disso, o Shakhtar vê Stamford Bridge como uma opção excelente, principalmente pela capacidade do estádio, que pode receber até 40 mil torcedores. Eles também analisaram outros estádios, como o Craven Cottage, do Fulham, que comporta pouco mais de 29 mil, e o Gtech Community Stadium, do Brentford, que tem capacidade para 17 mil. Na prática, a escolha por Stamford Bridge faz muito sentido.
Falando em público, a região de Londres abriga cerca de 32 mil ucranianos nativos, além de mais de 100 mil pessoas com ascendência ucraniana. Isso significa que o Shakhtar pode contar com uma boa presença de torcedores nas suas partidas. Os dirigentes do clube estão otimistas sobre a possibilidade de jogar na capital inglesa.
Outra vantagem é que o Chelsea, após uma temporada em que terminou em 10º lugar na Premier League, não terá compromissos em torneios europeus. Isso facilita a logística dos jogos, eliminando conflitos de agenda. Mas ainda é preciso a aprovação do Conselho de Hammersmith e Fulham, além da UEFA, para que tudo se concretize.
Vale lembrar que o último jogo do Shakhtar na Donbas Arena foi em março de 2014. Desde então, o time já fez mais jogos “fora” do que em casa. Eles realizaram partidas em várias cidades, incluindo Lviv, Kharkiv e até mesmo em estádios na Polônia e na Alemanha. Até 2024, o Shakhtar já havia jogado 181 partidas fora da Donbas Arena, mostrando a resiliência e a adaptação do clube em tempos difíceis.