A França está garantida nas oitavas de final da Copa do Mundo. Na terça-feira (30), os Bleus venceram a Suécia por 3 a 0, em Nova York, consolidando seu status de favoritos e se preparando para enfrentar o Paraguai, que eliminou a Alemanha nos pênaltis. Contudo, o placar não conta toda a história do jogo.
Durante boa parte do primeiro tempo, a Suécia, sob o comando de Graham Potter, conseguiu se manter competitiva. O time tinha um plano de jogo coerente e conseguiu causar desconforto aos franceses. O que acontece é que, contra uma equipe como a França, fazer tudo certo por alguns minutos muitas vezes não é suficiente.
### A Suécia que surpreendeu
Nos primeiros minutos, a seleção sueca foi eficaz em dificultar a circulação de jogo dos franceses. Criaram algumas boas oportunidades em transições rápidas. Mas, assim que o talento individual dos jogadores da França começou a brilhar, o cenário mudou. A partir de algumas jogadas bem executadas, o que era um confronto equilibrado se transformou em uma demonstração do poder coletivo dos Bleus.
Potter fez algumas mudanças na formação da Suécia, que começou com um 4-4-2 compacto, ao invés da linha de três zagueiros que utilizou antes. Gabriel Gudmundsson jogou pela lateral esquerda, enquanto Elliot Stroud atuou um pouco mais avançado, reforçando o meio-campo. Nos primeiros 20 minutos, essa estratégia funcionou bem. A linha de quatro do meio-campo conseguiu fechar os espaços e dificultar a construção da França, que não estava acostumada a enfrentar essa pressão.
Nesse período, Viktor Gyökeres foi essencial. Ele atuou como um ponto de apoio, segurando a bola e disputando duelos físicos. Ao lado dele, Alexander Isak trouxe mobilidade ao ataque, e Anthony Elanga, jogando pela direita, trouxe velocidade nas transições. Essa combinação de jogadores ajudou a Suécia a criar algumas situações interessantes. Era uma atuação competitiva, mas que, contra uma equipe como a França, acabou não sendo suficiente.
### A força ofensiva da França
O que realmente diferencia a França de outras seleções é a qualidade impressionante de seus jogadores ofensivos. Não é só que eles têm estrelas, mas sim como essas estrelas se complementam em um sistema que flui naturalmente. Kylian Mbappé, por exemplo, é um símbolo desse talento. Sempre que disputa uma Copa do Mundo, parece elevar seu nível. Ele está sempre em movimento, buscando espaços, e quando a bola passa por ele, a intenção é sempre criar perigo.
Com os dois gols marcados contra a Suécia, Mbappé agora tem 18 gols em Copas do Mundo, superando Miroslav Klose e se tornando o segundo maior artilheiro da história do torneio, atrás apenas de Lionel Messi. Além disso, ele se tornou o maior goleador da história dos mata-matas, com dez gols em nove jogos.
Mas a França não depende apenas de Mbappé. Michael Olise, que vive uma fase incrível após uma temporada de sucesso, atua como um armador moderno, trazendo inteligência e precisão ao ataque. Durante o jogo contra a Suécia, ele quase marcou um gol de bicicleta e ainda deu uma assistência para o segundo gol.
Ousmane Dembélé, que foi eleito o melhor jogador do mundo em 2025, continua sendo um pesadelo para as defesas adversárias. Sua habilidade em dribles obriga os times a desorganizar suas defesas para tentar pará-lo, o que abre espaço para os outros jogadores. E não podemos esquecer de Bradley Barcola, que, apesar de ser o menos famoso do quarteto, tem feito uma Copa do Mundo sólida, mostrando inteligência e eficiência em suas finalizações.
### O que isso significa
O resultado do jogo contra a Suécia foi mais um exemplo do poder ofensivo da França. A equipe troca posições, cria superioridade entre as linhas e transforma jogadas normais em grandes chances de gol. Esse tipo de entrosamento e qualidade técnica é difícil de encontrar em outras seleções.
Potter fez o que pôde e sua equipe competiu bravamente, mas, quando a França começa a funcionar, é difícil resistir. O quarteto ofensivo francês é criativo, veloz e decisivo, e, quando estão em sintonia, fica claro que enfrentar essa equipe por 90 minutos é uma tarefa quase impossível.