Times europeus fracos costumam ser os mais chatos na Copa

A Copa do Mundo está dominando as conversas e a primeira rodada de jogos tem gerado bastante discussão. No último domingo, o programa “Copa em Contexto”, da Trivela, trouxe à tona as impressões sobre as partidas até agora, especialmente o empate da seleção brasileira com Marrocos.

Tim Vickery, um dos comentaristas do programa, fez uma análise interessante sobre a quantidade de vagas que as seleções europeias têm na Copa. Ele não hesitou em dizer que acha que a Europa tem muitas vagas, uma opinião que pode causar polêmica entre os fãs. Para ele, os jogos menos empolgantes do torneio costumam envolver as seleções europeias que não têm tanta tradição.

No programa, foram discutidos os desempenhos de algumas seleções europeias que estrearam na Copa. A República Tcheca, por exemplo, teve um desempenho abaixo do esperado e perdeu para a Coreia do Sul. A Suíça, que era considerada favorita, ficou apenas no empate contra o Catar em um jogo que deixou a desejar em termos de qualidade técnica. A Bósnia também não brilhou, empatando sem graça com o Canadá, enquanto a Escócia conseguiu vencer o Haiti, mas muitos acharam que os caribenhos mereciam mais pela forma como jogaram. Já a Turquia, apesar de ter criado várias chances, acabou derrotada pela Austrália por 2 a 0.

Allan Simon, outro colunista presente no programa, não poupou críticas à Suíça. Ele descreveu a atuação da equipe como “pragmatismo preguiçoso” e lamentou que não tenha conseguido vencer o Catar, que lutou até o fim e conseguiu um empate.

Após o programa, outros jogos das seleções europeias ocorreram. A Alemanha não teve dificuldades e goleou Curaçao por 7 a 0, enquanto os Países Baixos fizeram uma partida emocionante, empatando em 2 a 2 com o Japão. A Suécia se destacou ao vencer a Tunísia por 5 a 1, mas a favorita Espanha não conseguiu passar do 0 a 0 contra Cabo Verde. Por outro lado, a Bélgica teve que se esforçar para empatar em 1 a 1 com o Egito.

Para ajudar a entender a crítica de Vickery, é bom lembrar que das 48 seleções que estão participando desse Mundial, 16 são da Europa, o que representa um terço do total. Em comparação, a África tem dez seleções, as Américas somam 12, a Ásia conta com nove e a Oceania tem apenas uma representante. É uma divisão que levanta questões interessantes sobre o equilíbrio entre as confederações no torneio.

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João Ribeiro