Três motivos para o pouco tempo de jogo do reforço do PSG

Lucas Digne chegou ao PSG nesta temporada com grandes expectativas, mas, até agora, seu tempo em campo tem sido reduzido. Os motivos para isso parecem estar ligados a algumas decisões do técnico Luis Enrique.

Recentemente, o Paris Saint-Germain passou por uma reformulação no elenco. Jogadores como Kang-in Lee, Gonçalo Ramos e Bradley Barcola deixaram o clube, e a estratégia foi trazer novos talentos, como Maghnes Akliouche e Mika Godts. No entanto, Digne, que chegou para ser reserva de Nuno Mendes na lateral esquerda, não conseguiu se firmar como esperava. Com 33 anos, ele ocupa apenas a 19ª posição em tempo de jogo, totalizando 247 minutos.

A situação se complicou ainda mais com as frequentes ausências de Nuno Mendes. Mesmo assim, na partida contra o Lyon, por exemplo, Luis Enrique optou por outros jogadores para a lateral esquerda. O jovem Warren Zaïre-Emery começou jogando, e Lucas Hernandez também teve minutos em campo, enquanto Digne permaneceu na reserva.

Isso levanta a questão do papel de Digne no time. O jornal “Le Parisien” destacou alguns fatores que podem explicar essa falta de oportunidades. Um deles é o tempo que o jogador pode precisar para se adaptar ao estilo de jogo de Luis Enrique. O técnico é conhecido por ser cauteloso com seus reforços, e Digne, que já trabalhou com ele no Barcelona, não é exceção.

Outro ponto mencionado é que a comissão técnica percebeu que Digne chegou ao PSG com um leve “atraso físico”. Ele tem se dedicado a aprimorar sua condição física e a assimilar as táticas do novo treinador. Nos treinos, Digne tem mostrado empenho e não parece desanimado com a situação atual. Apesar da frustração por não jogar tanto quanto gostaria, ele mantém a esperança e acredita que sua oportunidade ainda virá.

Prova disso é que, após a vitória sobre o Lyon, enquanto seus colegas desfrutavam de um dia de folga, Digne se apresentou no Campus para treinar individualmente. Essa dedicação reflete sua determinação em reverter o cenário e conquistar um lugar no time. Com uma boa relação com o grupo e com o técnico, ele continua firme em sua jornada pelo PSG.

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Rafael Souza