O pesadelo do Manchester United parece não ter fim. Na última terça-feira, o Atlético de Madrid superou os Red Devils por 2 a 0, em um jogo marcado por falhas do time inglês na segunda rodada da Champions League. O que se destaca novamente é a fragilidade da defesa do United, que já sofreu gols em oito dos nove jogos disputados nesta temporada. A única exceção foi uma vitória sobre o Sabah, um time estreante na competição. E, além das estatísticas, o desempenho em campo deixa a desejar, com problemas de posicionamento e concentração.
A crise no Manchester United é visível. Com apenas duas vitórias, três empates e quatro derrotas em todas as competições, o time vive seu pior início de temporada em 40 anos no Campeonato Inglês. A pressão sobre o técnico Michael Carrick é intensa, e a única forma de aliviar essa tensão seria com resultados melhores e uma exibição que inspire mais confiança.
Esta temporada da Champions League é especialmente importante para o Manchester United. Não se trata apenas de retornar à principal competição europeia, que o clube já venceu três vezes, mas também de enfrentar um grande desafio. A pergunta que fica é: o elenco é suficiente para suportar as exigências de todas as competições? No ano passado, o time teve semanas livres após uma eliminação precoce na Copa da Liga Inglesa e não participou de competições europeias. Agora, a realidade é diferente e as lacunas no elenco são evidentes.
Lesões têm sido um grande problema. Jogadores como Kobbie Mainoo, Luke Shaw, Noussair Mazraoui, Benjamin Sesko e Patrick Dorgu estão fora de combate, e o banco de reservas durante o jogo contra o Atlético tinha muitos jovens sem muita experiência. Enquanto isso, o calendário não dá trégua. Até a próxima Data Fifa, em novembro, o United enfrentará dois jogos por semana, o que vai exigir muito de um elenco já curto.
E como foi o jogo contra o Atlético de Madrid? Quem ligou a TV um pouco atrasado pode ter perdido o gol relâmpago de Pablo Barrios, que abriu o placar em menos de um minuto. Os Colchoneros aproveitaram a falta de foco do Manchester para marcar logo cedo. Mesmo com a vantagem, o Atlético não teve um primeiro tempo tão ativo, exceto por um chute na trave de Alejandro Grimaldo. Curiosamente, o United teve as melhores oportunidades, com Mbeumo quase empatando em duas boas chances em contra-ataques.
No segundo tempo, o Atlético soube controlar o jogo. O United até chegou a balançar a trave com um bonito chute de Bruno Fernandes, mas foi insuficiente. A expulsão boba de Yoro, que deixou a equipe em desvantagem numérica, foi um ponto de virada. Ademola Lookman, que entrou durante a partida, aproveitou um rebote após um chute forte de Jonathan David e marcou o segundo gol, selando a vitória do Atlético.